Palavra da Vereadora

 

Eis a parábola:

Certa vez houve um grande incêndio em uma floresta.

Apavorados, todos os animais trataram de fugir o mais rápido possível para um local seguro.

Todos, menos um pequeno beija-flor que começou a voar até o rio e, em inúmeras vezes, ele ia e voltava com o bico cheio de água e jogava sobre o fogo que se alastrava cada vez mais.

Vendo isso o leão parou e zombateiramente perguntou o que aquele pequeno pássaro estava fazendo:

-Mas o que você acha que vai conseguir com esse biquinho tão pequeno? Isso não é nada perto de um fogaréu tão grande rapaz.

No que o beija-flor lhe responde.

Posso ter o bico pequeno e não conseguir apagar esse fogo sozinho, mas estou fazendo a minha parte.


Quando usamos esta lição como concepção de vida, com certeza faremos uma leitura diferenciada de todas as situações do nosso cotidiano.

Pense nisto, e seja feliz, você merece!

 

Eu não vejo o Natal apenas como tempo de dar presentes.

Eu vejo o Natal como tempo de ser presente.

Tempo de valorizar a família, fortalecer as amizades e demonstrar para as pessoas o quanto nós a amamos.

E é com este sentimento que, hoje, quero que vocês vejam aqui a Claudia Regina  mãe, mulher e amiga.

Quero aproveitar o momento, para desejar a você e a sua família um abençoado Natal!

 

A sociedade busca incansavelmente por novas tecnologias, e neste contexto a internet assumeum papel indispensável na vida das pessoas. O livre acesso e a democratização da informação, do conhecimento e do entretenimento através de um simples clique, fazem da rede mundial de computadores uma poderosa arma com efeitos positivos e negativos.  Eu, particularmente, sempre soube disto. Mas, me deparei com esta dura realidade quando ouvi uma jovem de 13 anos, que participava da Caravana da Paz no bairro Planalto 13 de maio, fazer a seguinte colocação: “Vocês sabem o que os jovens que usam a internet nas lanhouse’s, acessam?” Estarrecida com a colocação que acabara de ser feita, dei continuidade ao diálogo, respondendo-a: “não sei precisamente, mas se você me disser vou entender melhor”, e a jovem continuou: “não existe o menor controle do que é acessado por menores, de tudo que é ruim se vê um pouco: da pedofilia à prostituição; do comercio de drogas a leilão de pessoas; do agendamento de duelos entre galeras a manual de como assaltar à mão armada. Vocês precisam fazer alguma coisa...”

Concluído o relato da jovem, dei o mesmo encaminhamento que sempre dou a todas as reclamações e sugestões que são apresentadas na Caravana da Paz. Ouvi, registrei e submeti a votação, onde se estabelece as prioridades de atendimento.   Para minha surpresa a denúncia apresentada pela jovem não foi escolhida como prioridade pelos participantes da Caravana.  Respeitei a decisão da maioria, mas não me convenci que aquele problema fosse deixado pra lá...

No dia seguinte, resolvi que mesmo que aquele assunto não fosse prioridade para aquela comunidade, seria para mim. Fui buscar apoio e assessoria junto ao CONDICA e ao Conselho Tutelar, onde prontamente foi estabelecida uma parceria. Decidimos que teríamos que conceber um projeto que criasse uma consciência crítica nos jovens, onde eles se sentissem fortes e conscientes ao ponto de usar a internet de maneira afirmativa, e que contribuísse para sua formação.

Daí nasceu o Projeto Conexão Saudável, com o objetivo de difundir o uso positivo da internet pelos jovens.

No dia 15 de julho começamos a executar este Projeto nos 13 Centros de Referência da Assistência Social- CRAS e nos Centros Comunitários, para jovens de 12 a 17 anos, tendo como parceiros:Prefeitura de Mossoró, Ministério Público, CONDICA, Conselhos Tutelares, Ordem Demolay, Filhas de Jó, Pastoral da Juventude e Grupos de Escoteiros.  O Projeto está dividido em três módulos e a meta de atendimento será de assistir 1500 jovens até dezembro.

Este projeto, a exemplo do Projeto Viver sem Drogas será um sucesso e atenderá o objetivo de potencializar o uso positivo da internet, pois o desafio feito pela jovem merece e precisa de providências.Temos que fazer alguma coisa...

Por isso a Conexão Saudável é o desafio da hora.

 

A oportunidade que tenho diariamente através das diversas atividades que exerço com os jovens, me dá cada vez mais a certeza de que precisamos ampliar e melhorar a oferta das ações que apresentamos.

Eu sei que para proporcionar ao jovem um crescer e desenvolver saudável, é necessário garantir um conjunto de ações, onde a família/sociedade/Poder Público atuem de forma articulada e contínua.

Mas,aqui hoje, peço permissão para me deter no aspecto do acesso à cultura/lazer/entretenimento como um dos eixos afirmativos para a formação dos jovens.

Tenho observado atualmente, o espírito pouco questionador desta faixa etária. Pouco se constrói. As situações chegam geralmente prontas e são aceitas sem propor alteração. Assim fica fácil disseminar práticas, modelos, costumes que na maioria das vezes,não acrescentam positivamentena formação e na vida dos jovens.

Incomodada com esta realidade, venho utilizando a algum tempo nas oficinas que realizo com os jovens,recursos visuais, com musica de qualidade, associado a imagens afirmativas. Os efeitos destas oficinas são muito positivos.  Encontro com muita freqüência, jovens cantarolando Renato Russo “...nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem... que seus planos nunca vão dar certo...ou que você nunca vai ser alguém...”.Coisa que há pouco tempo era quase impossível, pois não tinham acesso a este gênero musical. Por esta, e muitas outras, constato que se for oferecido aos jovens ações culturais de qualidade, eles vão aderir e gostar.  Exemplos não faltam: o projeto Arte x lixo cultural do professor Walter Silva executado nas escolas; o Mossoró Cidade Junina,que  teve aparticipação significativa de alunos do ensino fundamental no Fórum do Cangaço e no Seminário de Cultura Popular- Música Nordestina; o concerto do Conservatório da UERN/Boston no Teatro Dix-huit Rosado com 70% da capacidade ocupada por jovens.  Enfim, respostas positivas dos jovens as ações culturais de qualidade, não nos faltam.

Por isso, urge a ampliação do acesso dos jovens a esses tipos de atividades.

Da minha parte, as oficinas não param e continuarei apoiando as ações institucionais e voluntárias neste sentido, como também irei apresentar às Gerências da Cultura e da Educação sugestões para que sejam ofertadas a juventude um leque de ações culturais.

Junte-se a nós, para garantir ao jovem, o que ele merece, ações culturais de qualidade!

 

 

Preocupada com o grande índice do uso de entorpecentes, a inversão de hierarquia familiar e a falta de perspectiva de vida nos jovens, propus reunião, enquanto Presidente do Conselho de Entorpecentes de Mossoró, a um grupo de profissionais liberais para discutir e buscar alternativas de solução para intervir nesta realidade. Decidimos que iríamos executar um Projeto de Ação preventiva e continuada direcionado a “família”, através de ações de resgate do poder hierárquico perdido e na construção de consciência crítica no jovem para aprender a fazer escolhas afirmativas. Definimos meta, faixa etária, estratégias de ação, instrumentos de monitoramento e avaliação.

Tínhamos garantido os recursos humanos através da equipe multidisciplinar voluntária formada por: advogado, médico, psicólogo, psicanalista, assistente social, pedagogo, promotor de justiça, pastor, enfermeiro, e a coragem de correr o risco e viver este sonho.  Mas, nos faltava recursos financeiros e aporte institucional. O Banco do Brasil, agência Alberto Maranhão, acreditou neste sonho e chegou para suprir esta deficiência, alocando recursos financeiros e associando sua marca ao Projeto.

O Projeto Viver sem Drogas, com atividades esportivas, culturais, seminários, oficinas, roda de conversa, Núcleos de Operação Preventiva - NOPs, assistindo crianças/jovens de 10 a 25 anos, foi gradativamente sendo executado em escolas, associações comunitárias e igrejas. Em seis meses já tínhamos chegado a mais de 8.000 pessoas, e a demanda aumentava cada vez mais. Foi quando surgiu a parceria da Prefeitura de Mossoró, UNICEF, UERN, e ao final de um ano atendemos 20.000 jovens e 5.000 famílias. O gráfico de execução em 2006, 2007 e 2008 sempre foi crescente e contínuo, atendendo a todas as demandas apresentadas. Assim, um Projeto que nasceu no ano de 2005, fruto do sonho de alguns, cresceu e transformou-se na realização de muitos.

Diante da abrangência e eficiência do Projeto, sentimos a necessidade de transformá-lo em política pública. O Viver sem Drogas não podia correr o risco de ser mais um projeto de ações sazonais. A sua eficácia estava pautada nas ações planejadas e contínuas.     Com a minha eleição de vereadora, apresentei em 2009 o Projeto de Lei que autoriza a execução do Viver sem Drogas como política de educação preventiva. O Projeto de Lei foi aprovado na Câmara Municipal e sancionado pela Prefeita Fafá Rosado. Em 2010, todas as escolas do Sistema Público Municipal aderiram e criaram os Núcleos de Operação Preventiva – NOPs, visando atuar e estabelecer a interface escola x família x comunidade.

Graças à coragem, determinação e espírito público de todos que acreditam que juntos podemos muito mais, hoje, Mossoró trabalha a prevenção ao uso de drogas como Política Pública Educacional, garantindo assim uma ação eficaz e de efeito continuado.

Valeu à pena acreditar que Viver Sem Drogas é muito mais emocionante!

 

 

Cláudia Regina Freire de Azevedo                                Artigo publicado no azougue.com, pag 181 em Maio/2011

 Mãe de dois filhos, Advogada, Vereadora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Meu ser mulher me dignifica,

mas meu ser Mãe me plenifica”

(autora desconhecida)

Certa vez, ouvi numa palestra proferida por um teólogo a seguinte citação: “Deus criou a maternidade e a considerou tão sublime que quis também nascer de uma mãe“. Concordei plenamente com a citação, faz sentido.

Quando Deus escolheu a mulher para acolher a vida em seu ventre, deu-lhe o privilégio de gerar seres à sua imageme semelhança. Mas também, deu-lhe a condição de exercitar diariamente o amor, a doação, a renúncia, a paciência, a fé, a esperança, a sensibilidade e o esmero em tudo que faz.

É no corpo da mulher que Deus faz a primeira morada de todo ser humano.

A maternidade é uma missão plena e indefinível. Só quem a vive, experimenta a plenitude de ser mulher. Independe se é mãe biológica ou por adoção, todas vivenciam emoções e sentimentos únicos, advindos da condição materna. Pois mãe, não é só quem gera, mas quem ama, cria, educa e ajuda a construir diariamente um cidadão feliz.

Independente de classe social, credo, cor ou idade, toda mãe luta incansavelmente pela felicidade do filho e se possível fosse, atrairia para si todo e qualquer fato desagradável, para garantir que nada de ruim lhe aconteça.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho revelando suas características únicas, é observar e acompanhar suas descobertas, é assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-los nas derrotas; é ouvir as  suas confidências, é sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos e ao vê-lo expressar as primeiras palavras; é  ouvir o filho falar da primeira namorada e ficar acordada à noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho dos passos anunciando o retorno; é  descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, um grito aflito de “mamãe” a faz derrubar o mais caro cristal, sem a menor hesitação.

Com o exercício da maternidade nos foi dado a condição de desenvolver e aprimorar sentimentos nobres  e incorporá-los a nossa vida cotidiana, utilizando-os em qualquer condição,  na mãe/esposa, mãe/profissional ou na mãe mulher.

Foi envolta nos sentimentos da maternidade, que sempre pauto minha vida pessoal, profissional e política. Lançando mão do amor, doação, sensibilidade, esperança, responsabilidade, persistência, zelo, ética, e de muita paciência que conduzo minhas ações familiares e profissionais. Encontro no doce e inocente olhar de uma criança que almeja crescer e se desenvolver saudável; nos avanços e desafios a serem superados pelos jovens como o enfrentamento ao fenômeno das drogas e na geração de oportunidades; e na experiência e sabedoria do idoso, inspiração para dar asas ao meu ser mãe/profissional, sem abdicar nem negligenciar do meu ser  mãe/esposa.

Os administro sem culpas, nem traumas, focada no meu Porto seguro que é minha casa e minha família.

A força e garra exercida nas diversas ações com sensibilidade e sutileza pela mãe/esposa/profissional, me faz crer que é cada vez mais urgente estabelecer mecanismos de ação afirmativa para incrementar a participação do ser mãe/mulher nos processos decisórios e de poder, garantindo assim o pleno exercício da democracia.

Para mim, é impossível dissociar os sentimentos que construí no meu ser mãe/esposa do mãe/profissional, pois eles são um só, armazenado no meu ser mulher.

Por isso, afirmo sem medo de ser feliz: “meu ser mulher me dignifica, mas meu ser mãe me plenifica”.

Artigo publicado na edição especial da Revista Domingo/Jornal de Fato 8/5/2011

 

            Parabenizando a Mulher mãe, política, professora, empresária, dona de casa, profissional liberal, enfim a mulher mossoroense, que foi e é, símbolo de luta, garra, determinação e vitórias.

            Mossoró escreve na sua história o protagonismo feminino como símbolo de várias liberdades. 

            Nós encontramos hoje, no ¨Motim das mulheres¨ liderado por Ana Floriano, em 1875, a força para enfrentar as desigualdades e as injustiças, buscando incansavelmente a geração de oportunidades, onde homens e mulheres sejam iguais, com capacidade de pensar, refletir, projetar e contribuir para a transformação dos valores econômicos e sociais. Como também, creditamos a atitude de Celina Guimarães, em 1928, tornando-se a primeira mulher a votar na America Latina, a motivação à participação feminina na política, transformando esta terra num celeiro de Governadoras, Senadoras, Deputadas,  Prefeitas e Vereadoras.

            Mas, foi  em 08 de março de 1857, na cidade de Nova York o palco da primeira greve conduzida por mulheres de que se tem conhecimento na história. Eram 129 operárias têxteis exigindo aumento de salários, redução da jornada de trabalho de dezesseis para oito horas diárias, melhores condições de trabalho e de licença maternidade. O movimento terminou em tragédia. Para reprimir as grevistas, as forças policiais e os patrões atearam fogo na fábrica, após trancarem as portas, e as operárias morreram queimadas no interior da empresa, onde estavam concentradas. A partir de 1975 foi definida pelas Nações Unidas o 08 de março como Dia Internacional da Mulher.

            Data símbolo para a reflexão da condição do ser feminino, do ser Mulher.

            Muito já se passou desde 1857, com vários avanços conquistados, porém, com muitos desafios ainda a serem enfrentados. Mas, temos a convicção de que a busca constate por garantias de direitos se renovaram através do tempo.

            É importante comemorar o dia internacional da mulher, refletindo sobre questões como:

  • Violência doméstica, exploração e violência sexual, tráfico de mulheres, assédio moral;
  •  Igualdade de remuneração, autonomia financeira, mais espaços de poder para as mulheres;
  •  Ampliação e consolidação de Políticas públicas de saúde, de Assistência Social, de educação e Geração de Oportunidades para a mulher e seus filhos.

            As estatísticas crescentes de violência contra as mulheres, em todas as classes sociais, que vêm sendo registradas, são assustadoras e sintomáticas, que nos  arremessam a uma época Medieval.

            Embora tenham conquistado mais espaço no mercado de trabalho, as mulheres continuam a ganhar menos que os homens, mesmo quando ocupam cargos semelhantes. Pior: a diferença salarial entre os gêneros tem só aumentado nos últimos cinco anos, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)/2010.

            A saúde da Mulher precisa ser prioridade tanto na prevenção como no tratamento. O serviço obstétrico em Mossoró clama por medidas emergenciais que garantam atendimento digno a mãe e ao filho.  A Câmara Municipal de Mossoró levantou a bandeira por financiamento público, para urgentemente melhorar o serviço de maternidade, prestados pela Casa de Saúde Dix-sept Rosado e pelo Hospital da Policia Militar, até que o tão  sonhado Hospital Materno-Infantil se concretize fruto da parceria Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró.  

            São questões crônicas que precisam ser constantemente discutidas e enfrentadas com determinação e coragem, na busca incessante de soluções.

            Outro grande desafio das mulheres atualmente é viabilizar a aplicabilidade de importantes instrumentos de garantias e proteção, conquistados a duras penas como:

  •  Lei Maria da Penha;
  •  II Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres;
  •  Pacto de Enfrentamento a Violência Contra Mulher;
  •  Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.

            Reconhecer a existência de todas essas questões e tratá-las com a devida relevância é parte da minha Missão pelo fortalecimento da organização da mulher mossoroense.

            Estando sempre presente de forma real e efetiva, sendo sujeito ativo na busca de alternativas de solução para essas questões, fazendo com que os nossos direitos sejam respeitados sem gerar desigualdade de gênero,  com autodeterminação no mundo público e privado, despertando o conhecimento, construindo valores sociais e desnaturalizando preconceitos, são os ideais que seguiremos.

            JUNTAS, continuaremos fortalecendo os laços que fazem da mulher mossorense protagonista de suas lutas e conquistas.

Acredite!

Avante Mulheres!

 

          Como Mulher e vice-presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da CMM e membro do Comitê de Combate a Mortalidade Materna, quero trazer para o centro das atenções o tema: Saúde de qualidade para a Mulher.

          A qualidade dos serviços de saúde oferecidos a Mulher precisam ser discutidos, avaliados e ampliados, dentro de uma perspectiva de rede, na sua totalidade.As demandas colocadas pela população feminina mostram claramente que é preciso avançar na melhoria da qualidade desses serviços.

 Mossoró conta com uma rede de serviços na área da saúde da mulher bastante ampla, mas que precisa vencer algumas questões, como:

  • Ampliar o acesso ao planejamento contraceptivo

  • Atenção e Prevenção a gravidez precoce

  • Ampliar o acesso das gestantes ao Pré-natal de baixo risco;

  • Melhorar a qualidade da assistência do Pré-natal de alto risco;

  • Assistência ao parto e puerpério

  • Qualificação da atenção obstétrica

  • Credenciamento de leitos de UTI Neonatal  e Pediátrica

  • Assistência Oncológica as mulheres;

  • Assistência ao climatério

  • Melhorar a atenção ginecológica em geral

 

          A atenção obstétrica continua sendo na nossa cidade um dos grandes desafios na área da saúde da mulher que precisa encontrar solução urgentemente.

          A implantação do Hospital Materno Infantil de Mossoró, compromisso assumido pela Governadora Rosalba e pela Prefeita Fafá, levará algum tempo para vencer os tramites burocráticos e tornar-se realidade.

         Atualmente, na prestação de serviços obstétricos Mossoró e região conta  com o Hospital da Policia Militar e com a Casa de saúde Dix Sept Rosado com uma media de 500 partos/mês.Com todas as suas limitações financeiras, humanas e materiais, a Casa Saúde Dix Sept Rosado é um importante equipamento que compõe a rede de saúde da mulher.

          Diante da urgência em solucionar o problema da Atenção obstétrica, e contribuir decisivamente para dar as mulheres uma assistência de qualidade, sugiro que o Estado e o Município adotem em caráter emergencial um sistema de financiamento como  alternativa para potencializar os serviços já prestados pela Casa de Saúde Dix Sept Rosado e pelo Hospital da Policia Militar.

          Enquanto a estrutura do Hospital Materno infantil de Mossoró não se concretiza, é chegada à hora, e em nome da saúde de Nós mulheres, reforçarmos as únicas estruturas existentes na área da obstetrícia na cidade: a da Casa de Saúde Dix Sept Rosado e Hospital da Policia Militar. A ampliação do número de profissionais médicos na escala de plantão da obstetrícia, melhoria das instalações físicas  e a oferta de leitos de UTI neonatal, são providencias urgentes, não podem esperar.

          Como mulher, vereadora quero contribuir para a melhoria da qualidade da assistência prestadas as mulheres na perspectiva da saúde, como direito de cidadania. ACREDITO que JUNTOS podemos discutir todas essas questões e  encontrar alternativas de solução visando oferecer a mulher mossoroense  uma saúde de qualidade.

 

 

 

          A Saúde mental é conceituada como “a condição de sentirmo-nos bem conosco e na relação com os outros. É sermos capazes de lidar de forma positiva com as adversidades e não temermos o futuro”.

          As estatísticas mostram que em cada 100 pessoas, 30 sofrem, ou venham a sofrer de problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave.

          São cada vez mais freqüentes as ocorrências de problemas de saúde mental ocasionado por fatores genéticos, infecciosos ou traumáticos como: ansiedade, depressão, dependência química, stress, perturbações psicóticas.

          As pessoas com problemas de saúde mental são na maioria das  vezes estigmatizadas, marginalizadas e  incompreendidas, dificultando assim, o diagnóstico e  conseqüentemente o tratamento.

          Urge cada vez mais, a necessidade de encontrarmos soluções para amenizar as dificuldades enfrentadas por pessoas com transtornos mentais e suas famílias.

          A saúde mental precisa ser discutida de maneira mais ampla, onde possa se garantir ações preventivas e curativas ao cidadão. Dentre essas ações destacamos:

  • A  desospitalização, para que seja associada as atividades dos Centros de Convivência e o convívio familiar;
  • A ampliação da equipe multidisciplinar do Caps AD e seu funcionamento no horário noturno e final de semana;
  • O atendimento itinerante do Caps ADI evitando estigmatização das crianças;
  • A disponibilidade de leitos de urgência e emergência oriundas de transtornos mentais nos hospitais de referência;
  • A capacitação da equipe do SAMU para atender urgências mentais.

          Convivendo diariamente com dependentes químicos em recuperação, e na sua maioria com seqüelas mentais, observamos a importância de criar condições de apoiá-los na reabilitação e na integração familiar e comunitária.

          Foi a partir da idéia de um amigo que elaboramos o Projeto de Lei,  aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pela prefeita Fafá, autorizando o município de Mossoró a criar Centros de Convivência em saúde Mental,  para o desenvolvimento de ações que viabilizem a inclusão social das pessoas portadoras de transtornos mentais, onde serão executadas  oficinas e atividades coletivas para a promoção da convivência social, produção e expressão cultural e superação do preconceito com portadores de transtornos mentais graves e persistentes, facilitando a construção dos laços sociais e a inclusão dessas pessoas na comunidade.

          Temos convicção de que muitas ações ainda precisam ser viabilizadas, para garantir saúde mental ao cidadão. Plantamos uma semente, agora, só colheremos os seus frutos se esta luta for contínua e com a sua participação. Pense nisso. Junte-se à esta causa.

 

O escritor Paulo Coelho diz que: “o mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos”.

Recentemente tive a oportunidade de comprovar isto de uma forma muito real.

Em 2005 preocupada com o grande número de homicídios sofrido por jovens e a explosão do uso de drogas em Mossoró/RN, reuni um grupo de amigos profissionais liberais, para discutir e buscar alternativas de solução para intervir nesta realidade. Depois da reunião, decidimos que iríamos executar um Projeto de ação preventiva no núcleo “família”, que é onde tudo começa e termina, para daí, enfrentar o fenômeno das drogas, construindo nos jovens uma consciência critica do aprender a fazer escolhas.

Definimos a meta, faixa etária, estratégias de ação, instrumentos de monitoramento e avaliação.

Tínhamos garantido os recursos humanos através da equipe multidisciplinar formada por advogado, médico, psicólogo, psicanalista, assistente social, pedagogo, promotor, pastor, enfermeiro, e a coragem de correr o risco e viver este sonho. Mas, nos faltava recursos financeiros e aporte institucional.

O Banco do Brasil, Agência Mossoró Alberto Maranhão, acreditou neste sonho e chegou para suprir esta deficiência, alocando recursos financeiros e associando sua marca ao Projeto.

O Projeto Viver sem Drogas, com atividades esportivas, culturais, seminários, oficinas, roda de conversa, para crianças/jovens de 10 a 25 anos, foi gradativamente sendo executado nas escolas, associações comunitárias, igrejas, etc.

Em seis meses do Projeto já tínhamos chegado há mais de 8.000 pessoas, e a demanda aumentava cada vez mais.

Surgiu a Prefeitura de Mossoró, UNICEF, UERN, como parceiros, e ao final de um ano atendemos 20.000 jovens e 5.000 famílias.

Graças à coragem deste grupo de correr riscos para ver o sonho realizado, este Projeto foi transformado em Lei. Hoje é Política Pública Educacional, sendo executado nas escolas municipais. 

Valeu à pena!

 

A linguagem simbólica é a maneira mais espontânea e autêntica das pessoas expressarem idéias, sentimentos, modos de comportamento, pactos, opções políticas, religiosas, etc.

São diversas as formas de apresentação destes símbolos: gestuais, gráficos, materiais, sonoros, inseridos no nosso cotidiano.

Os gestos são os mais utilizados para demonstrar nossos sentimentos: os aplausos para as ações positivas, e as vaias para repudiar o que desagrada. O beijo e o abraço para manifestar o afeto e carinho.

A comunicação visual dos gráficos para retratar idéias, através de apelos subliminares.

Os símbolos materiais utilizados pelos segmentos religiosos, políticos, de comportamento, nos acompanham do nascer ao morrer.  A cruz, por exemplo, é um destes símbolos, que é usada por diversas religiões, principalmente a cristã. Representa a divisão do mundo em quatro elementos, e a união dos conceitos de divino, na linha vertical, e de mundano, na linha horizontal.

Enfim, a linguagem simbólica expressa os nossos sentimentos, sempre, e a todo o momento.

Mas, foi participando esta semana, da abertura do Seminário de Enfrentamento a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, na apresentação cultural, que visualizei com maior nitidez o uso dos símbolos como expressão de sentimentos dos jovens. E, daí, observei a importância em usar esta linguagem simbólica, como reforço no processo de construção da “consciência critica dos jovens”.  

Não adianta só proibir o uso de pulseiras do sexo. Temos é que convencer ao jovem que sexo não é brincadeira, pois do contrário, outros símbolos surgirão para expressar a vulnerabilidade sexual dos jovens.

De nada adianta ignorar estes sinais, mas, usá-los como canalizadores de ações afirmativas.

Dentro desta observação, é necessário também, revermos a linguagem simbólica que usamos habitualmente na nossa vida pessoal e profissional,  principalmente se ocuparmos funções que nos dê a condição de “referência”.

Temos que ter a consciência de que,  mesmo involuntariamente , expressamos os sentimentos, as idéias e comportamentos através de símbolos,  e precisamos atentar para o fato, neste momento, de que alguém que te vê como modelo, pode estar te observando.

Pense nisto!

 

 

Esta indagação tem me ocorrido ultimamente, provocada por acontecimentos diversos no cotidiano que nos leva a refletir sobre a dimensão da vida e seus reais valores.

 De criar coragem e colocar na balança do meu “Eu” os dois extremos: valorização ou banalização da vida.

 Valorização é o ato ou efeito de valorizar e Banalização é o ato de tornar banal. É a condição de se acostumar e achar corriqueiro, comum  certas atitudes.

Quando o sentimento da banalização se sobrepõe ao da valorização, mesmo que de uma forma camuflada, nos deparamos com a falência do bem mais valioso que é a Vida Humana e da condição de apresentar reação a este fenômeno.

A violência, as drogas, a violação de direitos, o não cumprimento de deveres, a corrupção, a falta de oportunidades profissionais, as dissimulações, são algumas das diversas ocorrências diárias que nos levam a encarar como um ato comum, normal ou trivial, o que nos empurra para um estado de dormência e inoperância para enfrentamento 

São estas observações que me levam a perguntar.  Vida, para que te quero?

...Para ser feliz, construindo o “estado de ser”, com acertos e erros, mas, com persistência e determinação, consciente de que este processo necessita ser contínuo e crescente?

...Ou quero a vida para encontrar desculpas e justificar nossa incompetência em buscar a felicidade? 

Vou caminhar em busca da felicidade ou ficar dizendo que não conseguirei? 

Estas perguntas precisam de respostas, mesmo que da forma mais íntima, pois delas dependem o nosso próximo passo.

 Não podemos justificar nosso desalento pela vida, citando o que de ruim nela existe. Mas, devemos reagir afirmativamente, encontrando alternativas que substituam este desalento. 

Precisamos trocar a insegurança no amanhã por pequenos gestos que reflitam na esperança de hoje. Substituir a amargura que insiste em ficar por ações que eleve a auto-estima e valorize a vida. 

Diante disto tudo, eu já cheguei a uma conclusão! Eu quero a vida para vivê-la intensamente, consciente de que erros e acertos acontecem, mas não desisto de buscar sempre de maneira afirmativa a felicidade. 

E você, para que quer a vida?

Pense nisto!

 

Esta pergunta sempre me atormentou, mas ultimamente tem sido potencializada pelos acontecimentos violentos envolvendo jovens nas crônicas policiais da cidade.

Dependência química, formação de quadrilha, reserva de domínio dos pontos de comercialização de drogas, homicídios, roubos, furtos, suicídios, são algumas das ocorrências registradas nas delegacias de policia de Mossoró, tendo os jovens como os principais envolvidos.

Há muito tempo executo ações sociais direcionadas aos jovens, inicialmente porque sou mãe de dois, e também pelo fascínio e aprendizado que o trabalho e o convívio com a juventude sempre desperta.

Foi assim com os Grupos de Jovens no MEIOS, Combate a Exploração Sexual na UERN, no Juventude em Ação e Grupos Culturais na GEDS/PMM, no Viver Sem Drogas no Conselho de Entorpecentes, todos com um objetivo comum: “criar nos jovens uma consciência critica para aprender a fazer as escolhas certas”, tendo como eixo norteador a educação preventiva.

Urge a necessidade de preparar nossos jovens para escolher a direção certa para suas vidas.

De fazer a opção pela vida em detrimento das drogas e dos seus efeitos maléficos.

Precisamos quebrar a freqüência do prende e solta.

E encontrarmos alternativas de cura para as marcas profundas das vitimas e suas famílias.

Utopia? Talvez, mas não podemos ficar apenas acompanhando o aumento substancial das estatísticas do crime.

É primordial eu conduzir bem meus filhos, mas é necessário contribuir para que outros jovens também descubram seu caminho.  

Juntos podemos melhorar este quadro degradante que envolve nossa juventude.

Da minha parte neste 2010, irei acompanhar a implantação dos Núcleos de Operação Preventiva - NOPs, nas escolas do Sistema Público municipal, Projeto de Lei proposto por mim, aprovado pela CMM e sancionado pela Prefeita. Os NOPs compoe uma ação exitosa adotada no "Viver Sem Drogas", em que se articula família/escola/jovem na busca de soluções  para os diversos problemas. Assim como, continuarei apoiando e motivando os jovens a se organizar em movimentos, principalmente os ligados as igrejas, que visem  fortalecer a juventude na construçao de uma cultura de paz. 

São pequenos gestos e ações que somadas fazem uma grande diferença na busca da Direção certa para os jovens.

Vamos Juntos!

 

Em 2009 começamos uma nova fase de nossa vida pública. Foi o primeiro ano como legisladora. Uma tarefa que estamos realizando juntos. A experiência que acumulei no Executivo, como auxiliar nos três mandatos da então prefeita Rosalba Ciarlini, e como vice-prefeita no primeiro mandato de Fafá, funcionaram como alicerce para nossa atuação na Câmara.

Nossa atuação tem se mantido dentro do perfil que vocês conhecem. A Cláudia Regina que sempre esteve ao lado dos movimentos sociais, que defendeu a revitalização do artesanato, que trabalha o fortalecimento das famílias e a prevenção ao consumo de drogas pelos jovens, continua a mesma.

E não poderia ser diferente. Foi esse perfil que criou um laço forte de amizade e confiança entre nós.

Temos o que mostrar. Nosso mandato deu voz a quem precisava reivindicar. Negociou conflitos, debateu as preocupações cotidianas, como é o caso da violência. Também tivemos a coragem de tomar posição, mesmo em momentos delicados, dentro de nossa coerência política e ideológica.

2009 foi apenas o primeiro passo. Vamos seguir avançando.

A frase “Juntos Podemos Mais”, que usamos em nossa caminhada, continua mais em voga do que nunca.

Um abraço,

É Natal, tempo de celebrar a vida, a fraternidade, o amor, a paz e a amizade. Tempo de avaliar nossos atos, renovar compromissos com o que acreditamos.

Durante a minha trajetória de vida e agora como vereadora, tenho defendido o fortalecimento familiar como instrumento para enfrentar os problemas sociais como as drogas, o álcool, a prostituição e a violência.

Quero renovar esta missão, certa de que juntos podemos construir uma família forte.

Que Deus, em sua infinita bondade, nos dê a virtude da paz e do bem, não só no Natal, mas sempre.

Feliz Natal e um excelente 2010!

Sempre ouvi da minha mãe a seguinte máxima “o diálogo tem a força de romper qualquer obstáculo”.

 Durante toda minha vida, procurei colocar em prática este ensinamento na vida pessoal, profissional e política.

E a cada dia me convenço cada vez mais da força do diálogo.

Utilizo esta força na solidificação do meu casamento, na condução da educação dos meus dois filhos, no exercício das atividades políticas, profissionais e na argumentação do que defendo e acredito.

Esta semana, participei da mais recente demonstração do poder do diálogo.

Diante do impasse instalado entre a Prefeitura de Mossoró e os usuários do Ambulatório Materno Infantil (AMI) que teriam seus atendimentos desmembrados, dificultando assim, a assistência às sessenta crianças portadoras de problemas neurológicos, me ofereci para através da máxima acima descrita, intermediar na busca da solução desejada, que era exatamente a prestação dos serviços num único local.

Fiz várias reuniões com as mães dos usuários, secretário da cidadania Francisco Carlos, Jaqueline Amaral gerente da saúde, servidores do AMI, equipe de engenharia da prefeitura, e finalmente encontramos juntos a solução para o atendimento continuar sendo prestado com eficiência em um único local. Todos tiveram seus anseios contemplados, tanto a Prefeitura como os usuários.

Enfim, quando dialogamos desarmados e despidos de questões pessoais, a solução desejada sempre aparece.

Ao longo dos anos tenho presenciado grandes obstáculos serem vencidos pela força do diálogo.

Utilize você também o diálogo como instrumento afirmativo em sua vida.

Acredite nesta força.

A atividade cotidiana apresenta diversas situações que nos impulsiona a fazermos escolhas.

Esta cena é inevitável, independe da faixa etária e do poder aquisitivo. Precisamos estar preparados para optarmos pelas situações afirmativas que possam agregar algo positivo as nossas vidas.

Na execução de todo trabalho social, sempre mantive este pensamento como condutor principal destas ações. 

Precisa-se dispor de opções saudáveis para fazer boas escolhas.

As manifestações culturais foram por mim utilizadas como instrumento metodológico no aprender a fazer escolhas, das crianças aos idosos. Trabalhei o saber cultural do idoso interagindo com os atuais ritmos e tendências dos jovens e crianças, e constatei a importância do encontro do antigo com o novo na busca da construção de um olhar crítico. O resultado deste método sempre foi positivo.

Esta semana vibrei quando participei a convite, de uma atividade promovida pela Escola Municipal Manoel Assis, onde crianças e jovens expressavam através da dança, do teatro e da música, o encontro fascinante com os pensamentos de Drummond, Cecília Meireles, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Vinícius de Morais e Chico Buarque. A escola apresentou a estes jovens a opção de conhecer e se encantar por livros e músicas de qualidade que possam agregar conhecimentos positivos as suas vidas. Assim, terão a condição de separar atividades culturais de lixo cultural.  Parabéns para os que fazem a Escola Manoel Assis, por cultivarem sementes férteis, que com certeza produzirão bons frutos. Não tenho a menor dúvida.

Nós precisamos a exemplo da Escola Manoel Assis, nas nossas áreas de atuação, acreditar cada vez mais, que a cultura é um ótimo condutor do aprender a fazer escolhas.

Eu acredito!

Diante da alta incidência de violência sentida ou praticada pelos jovens, eu tenho me questionado sobre vários aspectos.

O porquê de toda esta violência?

O que leva estes jovens a ser o alvo predileto? O que buscam?

E a inversão de hierarquia?  O que provoca?

Onde falhamos? Como família, poderes constituídos, sociedade, igreja, etc.

 É inoperância, incompetência ou omissão?

Qual o maior obstáculo que nos impede de enfrentar este fenômeno e vencê-lo?

Enfim, são muitas as perguntas e dúvidas e poucas as respostas concretas e convincentes.

Resolvi então buscá-las, não exclusivamente nos estudos e teses publicadas; mas sim, num encontro da teoria com a prática, através das ações que já tive oportunidade de participar com as crianças e os jovens mossoroenses.

Com isso, relembrei imediatamente dos anos 80, quando numa ação conjunta, MEIOS (Movimento de Integração e Orientação Social),  Pastoral da Criança e mães, combatemos  a desnutrição das crianças da Creche próximo ao prédio de zinco (Cibrazem)  no bairro Santo Antonio.

Continuando esta retrospectiva cronológica, nos anos 90, participei de diversas atividades direcionadas ao combate da exploração sexual infanto-juvenil em parceria com a Diocese de Santa Luzia, UERN/Pro Reitoria de Extensão e as famílias que habitavam no Alto do Louvor.

Com a chegada do novo século, na Gerência do Desenvolvimento Social da Prefeitura de Mossoró, executei um trabalho mais amplo, direcionado à família, tendo como base física os NIAFs (Núcleo Integrado de Atenção à Família), onde atendíamos da gestante ao idoso. Foi a grande oportunidade de constatar de forma muito prática a importância em trabalhar todos os membros da família e resgatar neles o afeto, a convivência e o respeito mutuo.   

Em 2005, através do Conselho de Entorpecentes e com a parceria da Prefeitura Municipal, Ministério Público, Igrejas Católicas e Evangélicas, Clubes de Serviços, UERN, UFERSA, Maçonarias, Conselhos Sociais, Sociedade Civil Organizada, Profissionais liberais voluntários, Cidadão e a Imprensa, executaram um projeto de prevenção ao uso de drogas denominado “Viver Sem Drogas”. Deparei-me com todas as mazelas sociais provocada pelo uso de drogas: Famílias dilaceradas, inversão de hierarquia e jovens sem perspectivas de vida. Iniciei um trabalho com uma equipe de profissionais liberais voluntários, direcionado aos jovens e as suas famílias. Através de diversas atividades buscamos resgatar o poder hierárquico perdido pela família, e ensinamos aos jovens aprender a fazer escolhas afirmativas. 

Agora em 2009, também em parceria com vinte e duas entidades governamentais e não governamentais estou no Fórum Mossoró Pela Paz. Nas visitas que fazemos aos bairros estamos dando ao cidadão a condição de protagonista na construção da paz na sua família, bairro e cidade.

As atividades exercidas pelos projetos acima mencionados me leva a constatar que não terei as respostas líquidas e certas às minhas dúvidas e indagações, mas, serve como parâmetro comparativo com as bibliografias referentes à juventude me fazendo acreditar que: qualquer ação de enfrentamento a violência só será eficaz e eficiente se eleger a família como alvo central; se o poder público, a sociedade e as igrejas assumirem o seu papel de parceiros desta família; se todas as ações forem de efeito continuado, articulado e com o foco direcionado na prevenção, no tratamento e na repressão visando reparar o dano.

Tenho consciência de que é um grande sonho tornar concreto este projeto mais abrangente.

Não abrirei mão do desejo de juntos viabilizarmos políticas públicas de combate a violência e construirmos uma cultura de paz.

Tenho certeza de que você também não abrirá mão.

 

 

 

Nos dias atuais, o termo cidadania tem sido utilizado com muita frequencia por todos.

Mas, realmente o que é cidadania?

Alguns dicionários conceituam como “qualidade de cidadão”. Outros, tem ampliado e traduzido como um “conjunto de valores sociais que determinam os diretos e deveres do cidadão”.

 Recentemente, através das Caravanas da Paz, uma ação do Fórum Mossoró pela Paz, com a participação de 22 entidades, obtive a grande oportunidade de vivenciar a efetivação dos conceitos de cidadania em ações concretas.

Como?

 Através das Caravanas da Paz, realizadas em oito bairros de Mossoró, onde foi dada ao cidadão a condição de discutir e sugerir novos caminhos para os problemas de sua rua e bairro e de dispor de entidades públicas e privadas para ouvi-los, e transformar tudo num Projeto Cidadão Coletivo de ação continuada executado através das comissões formadas em cada bairro, com a retaguarda do Fórum.

As comissões dos bairros planejaram, montaram estratégias para atender os objetivos do projeto, assumiram a condição de patrão dos agentes públicos e transformaram-se em Semeadores da Cidadania.

As Caravanas da Paz têm cumprindo a missão de plantar no cidadão a consciência de seus legítimos direitos e deveres e da co-responsabilidade de gerar caminho alternativo, buscando melhorar a qualidade de vida da população, tendo as entidades públicas e privadas como parceiros.

Nós temos consciência de que muito ainda precisa ser feito.

Só plantamos uma semente.

Mas vamos continuar regando, adubando.

Com certeza, colheremos grandes frutos.

 E, juntos, seremos Semeadores da Cidadania!

Bem Vindo!

Um mandato cidadão só se concretiza se forem respeitados os princípios do planejamento, da transparência, da publicidade e da participação popular, num canal direto com o cidadão.

Esses princípios foram pregados por mim na campanha eleitoral, nas ruas de Mossoró.

Hoje vereadora, defendemos com todas as nossas forças a aplicação desses princípios no nosso mandato.

As ações no plenário da câmara, a criação e a participação nos fóruns de discussão, as reuniões para ouvir a comunidade, as matérias divulgadas nas rádios, TVs, blogs e jornais são os instrumentos que usamos para socializar a informação, a transparência e a participação de todos, sem amarras nem censuras.

Mas, detectamos que precisavamos ampliar ainda mais as formas de comunicação. Faltava a internet.

Daí, tratamos de preencher essa lacuna. A partir de agora, estamos na rede mundial de computadores. Temos um site.

Acessando claudiaregina.net, você escolhe a forma de interagir comigo, seja através do Espaço Jovem,  na rede de relacionamentos, seja dando uma idéia que pode virar lei, seja comentando ou deixando sua mensagem.

O importante é a sua participação.

O site contém ainda: a minha atuação parlamentar; prestação de contas; o blog “a Voz da Vereadora”; banco de imagens; artigos; legislação e muito mais.

Este espaço foi criado para facilitar a comunicação, encurtar a distância, socializar a informação e prestar contas do nosso mandato.

Aguardo você.

 

 

 

 

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